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Por que você se sente só mesmo estando acompanhada

Por DunaDecor · 5 de abril de 2026 · 6 min de leitura

Mulher sentada sozinha junto à janela com luz suave, em momento de introspecção e descanso emocional

Nota da redação

Sentiu um vazio no peito mesmo dentro de um relacionamento? O livro de Ana Suy traz quatro percepções que aliviam essa exaustão emocional.

Isso acontece com muita gente. Você está em um relacionamento — ou saiu de um encontro — e ainda assim sente aquele vazio no peito. Como se algo estivesse faltando, mas você não sabe exatamente o quê.

Antes de tudo: você não está errada. E não há nada de quebrado em você.

O livro A gente mira no amor e acerta na solidão, da psicanalista Ana Suy, é um dos textos mais reconfortantes para quem sente essa exaustão afetiva. Abaixo, as quatro percepções do livro que mais aliviam — e que fazem sentido na prática.

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1. Não existe amor que acabe com a solidão

A gente cresce acreditando que o relacionamento certo vai preencher esse vazio. Que é só encontrar a pessoa certa, e tudo faz sentido.

Mas não funciona assim. Ana Suy deixa claro: a solidão é a nossa condição fundamental. Não é sinal de fracasso, nem defeito de caráter. É humano.

O papel do parceiro não é tapar esse vazio. É iluminá-lo junto com você. Quando você para de esperar que o outro resolva tudo, o relacionamento fica mais leve para os dois.

2. Você já é inteira — sem precisar de ninguém

O mito da "metade da laranja" exige muito da gente. A sensação de que você está incompleta até encontrar alguém é exaustiva.

Aqui está o alívio: antes de encontrar qualquer pessoa, você não era defeituosa. Você era só.

O livro mostra que o amor não preenche uma falta que sempre existiu. Ele cria uma nova falta — a saudade de uma pessoa que passou a importar. Isso é completamente diferente. Você já nasceu inteira.

3. O outro nunca vai ser o que você imaginou

Boa parte da frustração nos relacionamentos vem de uma expectativa que a gente constrói na cabeça. A pessoa real nunca bate com a pessoa ideal que criamos.

Ana Suy chama isso de "narcisismo furado" — e ela diz que é ótimo que isso aconteça. Quando o outro não é o seu espelho perfeito, você para de girar em torno de si mesma. Você se abre para alguém diferente de você de verdade.

Amar de verdade é exatamente isso: aceitar a diferença, sem exigir que o outro seja quem ele não é.

4. Você não escolheu os seus padrões sozinha

Repetir os mesmos tipos de relacionamento, atrair situações parecidas, sentir as mesmas dores — isso tem uma raiz. E ela não está em você sendo "difícil" ou "sabotadora".

A gente ama com a própria história. Com as experiências da infância, com o que aprendemos sobre afeto, com os padrões que herdamos. Ana Suy chama isso de "perrengues transgeracionais" — e compreendê-los é o primeiro passo para sair do piloto automático emocional.

Quando você entende de onde vem o padrão, ele perde a força sobre você.

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Para o seu cantinho de leitura

Peças para o seu refúgio

Se esses trechos ressoaram, vale equipar o ambiente onde essa leitura vai acontecer. Um cantinho com a luz certa, a textura certa e a quietude certa transforma uma leitura boa em uma experiência de cuidado real.